O Ordenamento das Leituras

Um guia para plebs, ou, a lista de leitura das listas de leitura.

De algum modo obscuro, mesmo após listas e mais listas de leitura, artigos sobre estudo e hercúlea assistência e insistência da administração do site, aqueles que nos procuram em busca de bibliografia não demonstraram a mínima capacidade ou vontade de ler as instruções que damos e nem os artigos escritos.

Na expectativa de sanar esse fato horroroso que demonstra muito bem o motivo do Brasil estar em uma posição deveras merda no ranking de educação mundial, fizemos esse guia das listas de leitura. Após a publicação deste, nenhuma questão cerca do assunto será mais respondida.

  1. Para um programa de leitura ordenado

Nenhum dos livros citados pode ser pulado, nem trocado de lugar; a leitura deve ser estritamente ordenada. Nenhum livro extra poderá ser adicionado a menos que os administradores o façam em atualizações periódicas das listas.

Se o interessado não tiver lido mais do que revistas, gibis ou livros toscos na vida, a lista de Literatura é a mais recomendada. Se o interessado já tiver um bom arcabouço do tema dentro da caixa craniana, recomenda-se a lista de filosofia.

Cada lista possui uma lógica interna que oscila entre cronologia e dificuldade, onde cada livro prepara o caminho para o próximo. É por isso que os prolegômenos da lista de leitura de filosofia, o coração do programa inteiro, é rígido é inamovível.

Não se devem em hipótese alguma fixar-se em cada lista em especial. Caso o faça com a de lógica, por exemplo, há risco de logicismo. Muitos autores citados não concordam entre si e é assim que o deve ser; uma lista, por exemplo, apenas de autores existencialistas, fecharia o estudante em uma só escola de pensamento, o que é extremamente perigoso. É o motivo pelo qual não faremos lista alguma de vertentes ou temas específicos. É conhecimento público que o estudante preguiçoso não lê o que deve, mas o que quer no momento; uma lista, por exemplo, de fenomenologia seria um convite para que não se lesse o básico. Husserl já foi suficientemente deturpado por filósofos, não queremos que o sejam por um refutador de internet.

Muito do que se vê em Matemática se verá em Lógica, especialmente após a ascensão da lógica de Fregue; então uma serve de complemento à outra; que ninguém se ache um bom lógico até possuir bom domínio da lógica matemática.

Demais instruções estão na descrição das listas.

0.5 – Literatura

Parte 1
Parte 2

1.0Filosofia

2.0 – História

3.0Matemática

3.5Lógica

4.0Direito

5.0Economia

6.0Ciência Política

7.0Psicologia

8.0Anti-Ideologia

  1. Específicas

As listas de leitura específicas foram idealizadas para facilitar a pesquisa individual de certos autores; não devem ser lidas antes de, ao menos, metade da lista de filosofia, isso sendo otimista. Cada autor possui obras de dificuldades e temas muito diferentes; quem lê o Beleza e o Desejo Sexual de Roger Scruton mal acredita que se trata do mesmo autor.

Por não seguirem o programa de leitura geral, não possuem ordem entre si, mas apenas ordem interna de cronologia e dificuldade.

Atualmente as listas são:

Platão

Aristóteles

Santo Agostinho de Hipona

Santo Tomás de Aquino

Immanuel Kant

Georg Wihelm Friedrich Hegel

Soren Kierkegaard

Gilbert Keith Chesterton

Eric Voegelin

Roger Scruton

Olavo de Carvalho

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