O Ordenamento das Leituras

Um guia para plebs, ou, a lista de leitura das listas de leitura.

Se o leitor veio até aqui, pressupomos que esteja em busca de um programa de leitura ordenado para que possa iniciar seus estudos sem arrastar-se em meio às várias pedras de tropeço que com alguma certeza encontrará pelo caminho.

Esse artigo foi inicialmente escrito por conta de muitas pessoas terem insistentemente ignorado nossas recomendações acerca de diversos métodos de estudo e pago o devido preço. Por conta disso, que o leitor não se assuste com a linguagem áspera encontrada aqui.

Todas as listas de leitura possuem instruções – que devem ser seguidas – para melhor aproveitamento de seu conteúdo. Entre elas, há um certo ordenamento que possibilita ao leitor atento descobrir que algumas listas devem ser lidas antes de outras; por exemplo, a leitura da lista de Direito pressupõe a lista de filosofia devidamente lida, e qualquer um que tenha certa proficiência no tema sabe que a Filosofia do Direito é ininteligível sem a posse do pleno entendimento de uma miríade de conceitos filosóficos mais ou menos avançados.

Mesmo assim, como o dito, tivemos problemas com isso, mesmo após hercúlea insistência;e na expectativa de sanar esse fato horroroso que demonstra muito bem o motivo do Brasil estar em uma posição deveras merda no ranking de educação mundial, fizemos esse guia das listas de leitura.

  1. Para um programa de leitura ordenado

Nenhum dos livros citados pode ser pulado, nem trocado de lugar; a leitura deve ser estritamente ordenada. Nenhum livro extra poderá ser adicionado a menos que os administradores o façam em atualizações periódicas das listas. Essa regra é importante para que o leitor iniciante, em sua inocência e vontade de ler certos livros, não adicione leituras desnecessárias e fora de contexto, o que pode acarretar uma confusão sem limites. Isso é bem comum entre os interessados em política e economia, matérias que pressupõe certos conhecimentos que só são encontrados em filosofia e sua falta pode facilmente criar uma criatura grotesca que diz coisas sem o saber, o temido palpiteiro.

Se o interessado não tiver lido mais do que revistas, gibis ou livros toscos na vida, a lista de Literatura é a mais recomendada. Se o interessado já tiver um bom arcabouço do tema dentro da caixa craniana, recomenda-se a lista de filosofia.

Cada lista possui uma lógica interna que oscila entre cronologia e dificuldade, e cada livro prepara o caminho para o próximo. É por isso que os prolegômenos da lista de leitura de filosofia, o coração do programa inteiro, é rígido é inamovível.

Não se deve em hipótese alguma fixar-se em cada lista em especial. Caso o faça com a de lógica, por exemplo, há risco de logicismo. Muitos autores citados não concordam entre si e é assim que o deve ser; uma lista, por exemplo, apenas de autores existencialistas, fecharia o estudante em uma só escola de pensamento, o que é extremamente perigoso – e é exatamente o que os mais exaltados faze; é uma prática de fato extremamente prejudicial e faz com que o leitor se transforme exatamente no que acusa os outros de o serem, digo, alguém preso em uma bolha fora da realidade. É o motivo pelo qual não faremos lista alguma de vertentes ou temas específicos. É conhecimento público que o estudante preguiçoso não lê o que deve, mas o que quer no momento; uma lista, por exemplo, de fenomenologia seria um convite para que não se lesse o básico. Husserl já foi suficientemente deturpado por filósofos, não queremos que o sejam por um refutador de internet.

Muito do que se vê em Matemática se verá em Lógica –  especialmente após a ascensão da lógica de Fregue -, então uma serve de complemento à outra; e que ninguém se ache um bom lógico até possuir bom domínio da lógica matemática.

Para que não se tenha problemas em encontrar os livros, a esmagadora maioria deles foi linkado para que o interessado possa adquirir. Nas listas de Literatura, é frequente que encontremos obras disponíveis apenas em e-book. Por conta disso, recomenda-se adquirir um Kindle.

Demais instruções estão na descrição das listas. Bons estudos.

0.5 – Literatura

Parte 1 – Grécia Antiga
Parte 2 – Roma Antiga
Parte 3 – O Medievo
Parte 4 – Portugal

1.0Filosofia

2.0 – História

3.0Matemática

3.5Lógica

4.0Direito

5.0Economia

6.0Ciência Política

7.0Psicologia

8.0Anti-Ideologia

  1. Específicas

As listas de leitura específicas foram idealizadas para facilitar a pesquisa individual de certos autores; não devem ser lidas antes de, ao menos, metade da lista de filosofia, isso sendo otimista. Cada autor possui obras de dificuldades e temas muito diferentes; quem lê o Beleza e o Desejo Sexual de Roger Scruton mal acredita que se trata do mesmo autor.

Por não seguirem o programa de leitura geral, não possuem ordem entre si, mas apenas ordem interna de cronologia e dificuldade.

Atualmente as listas são:

Platão

Aristóteles

Santo Agostinho de Hipona

Santo Tomás de Aquino

Immanuel Kant

Georg Wihelm Friedrich Hegel

Soren Kierkegaard

Gilbert Keith Chesterton

Clive Staples Lewis

Louis Lavelle

Eric Voegelin

Eric Weil

Roger Scruton

Olavo de Carvalho

1 comentário em “O Ordenamento das Leituras”

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